Novo emprego!!!
Calma, não saí do Playback. Aliás, continuo lá, feliz e contente, superando todos os desafios que me aparecem (e que não são poucos...). Mas também sou a mais nova contratada da Cultura Inglesa Itaim!!!! Vou dirigir um grupo de crianças de 7 a 11 anos (socorro!!!) em uma pecinha para o final do semestre. É um puta desafio legal. Nem sei se eu dou conta, mas tô arriscando para descobrir. Faz um tempo que tô querendo dirigir um grupo, mas nem pensava em fazer isso sozinha, com toda a responsabilidade pra cima de mim e tal. Acho que eu queria a parte mais fácil... Bom, começo já na sexta. Nem acredito. Maurinho, mais uma vez, obrigada por me indicar!!!
Outra coisa, nada a ver. Apareci no Metrópole, programa da TV Cultura, nesta segunda-feira. A Bernardina tá ficando famosa... Se alguém tiver interesse (viu, Giu!), entra em http://www.tvcultura.com.br/metropolis/ vai em arquivo e procura pela data (30/08/04). O link do vídeo é essa foto aqui:

Agora de noite recebi uma notícia que me deixou bem tristinha... Não quero falar muito, mas fica aqui a música Encontros e Despedidas, de Milton Nascimento e Fernando Brant:
Mande notícias do mundo de lá Diz quem fica Me dê um abraço Venha me apertar Tô chegando Coisa que gosto é poder partir Sem ter planos Melhor ainda é poder voltar Quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem A vida se repete na estação Tem gente que chega pra ficar Tem gente que vai pra nunca mais Tem gente que vem e quer voltar Tem gente que vai e quer ficar Tem gente que veio só olhar Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir São só dois lados Da mesma viagem O trem que chega É o mesmo trem da partida A hora do encontro É também despedida A plataforma dessa estação É a vida desse meu lugar É a vida desse meu lugar É a vida
Escrito por Sheila às 21h32
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"DAR OU FAZER AMOR ?" por Luiz Fernando Veríssimo
Dar não é fazer amor. Dar é dar. Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido. Mas dar é bom pra cacete. Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...Te chama de nomes que eu não escreveria... Não te vira com delicadeza... Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom. Melhor do que dar, só dar por dar. Dar sem querer casar.... Sem querer apresentar pra mãe... Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo. Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral... Te amolece o gingado... Te molha o instinto. Dar porque a vida é estressante e dar relaxa. Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã. Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito. Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro. Dar é bom, na hora. Durante um mês. Para os mais desavisados, talvez anos. Mas dar é dar demais e ficar vazio. Dar é não ganhar. É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: "Que que cê acha amor?". É não ter companhia garantida para viajar. É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia. Dar é não querer dormir encaixadinho... É não ter alguém para ouvir seus dengos... Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito. Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor. Esse sim é o maior tesão. Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar Experimente ser amado...
Escrito por Sheila às 00h29
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