I Wanna Make Magic
 


Guarujá, aí vamos nós!!!

 

Eu e a Cássia estamos indo pru Guarú hoje! Espero que o sol continue brilhando e que a gente se divirta bastante. Nem acredito que vou viajar o final de semana todo, as coisas aqui em casas estão se desgastando cada vez mais...

Então um bom final de semana para quem fica e bom arraiarás para que vai!

Até a volta!



 Escrito por Sheila às 10h36
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Pequenas novidades...

A semana está sendo bem cheia. Não parei em casa nesse final de semana prolongado. Fui ao teatro, em barzinhos, ao cinema (como já contei aqui), e até saí com o Bassi, meu ex-namorado. Foi um papo muito legal. Nada como conversar com alguém que realmente conhece e entende a gente. Foi delicioso! Nesses dias, eu também me aproximei pra caramba da Mô, minha prima. Passamos momentos ótimos, nos divertimos pra caramba!

Bom, mas comecei falando de novidades, né? Então, fui no meu otorrino pra fazer um exame que minha fono pediu (nada sério) e resolvemos que eu entro na faca até o final do ano (nada a ver com o exame). Até eu fiquei surpresa com a minha tranqüilidade a respeito. Tenho que consertar um desvio de sépto e nem pensei duas vezes antes de topar a cirurgia porque respirar pouco me incomoda cada vez mais. Só acho que minha mãe não ficou muito feliz com essa notícia, ela é meio avessa a operações aparentemente desnecessárias, mas tudo bem. Por isso mesmo eu nem pergunto a opinião dela.

Tenho pensado bastante nisso, mas também estou com outros planos para organizar até o fim de 2004. Quero ir atrás de uma bolsa em alguma escola de teatro nos Estados Unidos e me mandar. Tô com uma graninha guardada que se eu não investir logo, vai sumir. E eu sempre quis morar fora e nunca tive chance. Acho que vai ser uma puta experiência na minha vida. Essa viagem da Carol Jane me inspirou... Ah, se alguém tiver indicações de escolas, estou aceitando, por favor!

Pra terminar, acabei de chegar de um espetáculo de Playback Theatre lá no CBB (Centro Brasileiro Britânico). Não é comum o grupo se apresentar em teatros de verdade e, com essa chance, o diretor pediu que eu fizesse a luz! Foi o máximo! Amei!!! Eu só tinha operado luz uma vez, numa peça do Mauro e de outros professores da União. Descobri mais uma coisa que sou capaz de fazer!

E pra terminar, nesse sábado tem Festa Julina, organizada pelo grupo de teatro de Santos (eu acho...), lá em Vicente de Carvalho. Eu estou super ansiosa pra rever o pessoal do Drama, mas também me animei pra caramba com uma idéia que tive: eu e a Cássia vamos pro Guarujá passar o fim de semana! Faz um tempão que a gente quer viajar juntas e nunca dá. Dessa vez, vai rolar e eu já tô cotando os segundos pra chegar sexta-feira!!!

Nossa, escrevi demais. Preciso ir dormir porque amanhã o dia também vai ser cheio... Fui!



 Escrito por Sheila às 23h50
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Overdose de Cazuza

Comecei meu dia hoje assistindo ao Por Trás da Fama, do Multishow, sobre o Cazuza. Ouvi muitas histórias que estão também no filme. Foi legal a sensação de "saber" do que eles estavam falando. Acho que o que mais me chama atenção nesse cara é a intensidade com que ele vive a vida, e a capacidade que ele tem de transformar tudo em palavras, em música. Eu busco isso. Sempre escrevi muito mas, de uns tempos pra cá, não tenho achado as palavras certas pra me expressar. E a música também sempre me encantou, compor era um sonho. Fiz uma música (que acho linda!), mas nunca mais consegui uma outra melodia nova. Acho que falta eu mergulhar mais nos meus sentimentos, ou talvez eu entender mais o que eu vivo e sinto. Mas não é estranho? Uma das coisas que eu preciso mudar é a intensidade com que sofro (nossa, ficou dramático isso). Eu tinha era que achar o ponto certo no meio do caminho. Ser intensa suficiente pra "poetar", mas o mais leve possível pra continuar vivendo e convivendo. Uma vez eu ouvi uma composição de um amigo, feita em cima do Soneto da Separação, do Vinícius de Moraes, e fiquei incomodada em perceber a tristeza dele (do meu amigo) quando escreveu aquilo. Eu sabia que ele estava sozinho, longe tantas coisas. Se eu pudesse, faria com que todos os meus amigos só tivessem momentos alegres. Mas são nas horas mais tristes que o artista cria, certo? Talvez. Acho que a arte sempre sai de um incômodo. Tudo o que a gente cria fica lá dentro do coração, bem no fundo, bem escondido, e quando isso incomoda demais o artista, seu coração joga esse incômodo pra fora, transformando em arte. Eu tô num meio termo desconfortável: sinto esse incômodo mas não coloco pra fora e nem faço com que pare de me incomodar. Acho que preciso dormir menos e escrever mais. Era assim que funcionava antigamente...

 

Soneto da Separação

                                        Vinicius de Moraes

De repente do riso fez-se o pranto
Silêncioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.



 Escrito por Sheila às 13h20
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BRASIL, Sudeste, Mulher


 



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