Último post!
Percebi que minha vida estava sendo mais que um livro aberto, era um livro aberto sendo lido em voz alta. Esse blog era um jeito de fazer isso. Por um tempo foi legal, mas a decepção foi muito grande - porque a expectativa era grande.
Estou me despedindo daqui porque nem tudo deve ser escrito, e porque não quero mais ficar esperando comentários das pessoas. Não quero mais me decepcionar quando não vejo nenhum. Sinto falta dos meus amigos me procurando para saber como eu estou, mas percebi que eles não precisavam me procurar, era só ler os textos daqui.
Agora, quem quiser saber de mim, é só me ligar!
Fica aqui uma última mensagem...
Escrito por Sheila às 15h28
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Últimas da mudança!
Consegui no meio da correria sentar 5 minutinhos para escrever. Mesmo não sabendo direito quem anda passando por aqui.
Continuo vendo papel por papel, saco por saco antes de levar tudo pro meu apê novo. Fazia tempo que eu enrolava para olhar essas coisas. Eu bem que podia encaixotar tudo e transferir a zona de lugar, mas tava mais do que na hora de eu encarar alguns momentos da minha vida, ao invés de escondê-los no fundo do armário. Dói às vezes, como eu já escrevi. Mas o alívio de jogar um monte de lixo fora, faz valer a pena.
Ontem, além de lixo, me deparei com figurinos antigos. Palcos, colegas de trabalho, textos, diretores... Muitas lembranças boas! Agora vou cuidar melhor dessas peças que antes também ficavam jogadas num canto. Quero guardar tudo com carinho e nada de esconder o passado não! Foram esses 13 anos de teatro (principalmente o amador) que me trouxeram onde estou hoje: correndo que nem louca porque vou me apresentar em Atibaia hoje à noite e em Novo Hamburgo, RS, amanhã!!! Hehehe...
Tô cansada mas tô feliz!!!
Beijos!
Escrito por Sheila às 11h15
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A mudança...
Muito trabalho no Playback, pouco tempo para dormir, uma correria enorme. Assim estão os meus dias. Não reclamo não (eu acho), mas é fato que estou sem tempo para fazer minha mudança. Aos poucos meus pais têm me ajudado com instalações e tal, mas o grosso depende de mim. Tenho vários armários no meu (atual) quarto, cheios de papéis, livros, agendas, cadernos, apostilas, textos de teatro... Antes de mandar tudo pro apê novo, não tem jeito, tenho que olhar coisa por coisa. Isso inclui ler cartas antigas, bilhetes que nunca foram entregues, enfim, revisitar um passado que eu preferia esquecer. Sei que aprendi muito com as dificuldades que passei. Sei que, graças à maneira como eu enfrentei os obstáculos, lá atrás, me tornei quem sou hoje. Mas é duro. Essas lembranças materiais me transportam para os momentos de onde elas surgiram e despertam em mim a mesma agonia, a mesma tristeza, a mesma dor. Resultado: preciso respirar. Mesmo quando tenho tempo para organizar a mudança, não consigo ficar só nisso. Chega uma hora que o peito dói tanto que eu paro e "mudo de assunto". Queria muito alguém do meu lado, me ajudando. Mas tô vendo que é algo que eu tenho que fazer sozinha, que já adiei muito. Sempre fui super apegada às coisas. Mudar é difícil!
Escrito por Sheila às 14h43
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Últimas notícias...
Que vida corrida! Definitivamente eu não nasci pra acordar cedo. Mas não reclamo do meu trabalho não. Ele paga as minhas contas que, cada vez mais, crescem.
Quinta foi o dia de colocar em prática a decisão de dizer tchau. Foi mais difícil do que eu imaginava. Teve lágrimas que eu não esperava e não teve as que eu esperava. Doeu de um jeito que eu nunca senti antes. Parece que a saudade já bate antes mesmo da separação. Foi ao mesmo tempo doído e lindo. Não me arrependo.
Ontem comecei a levar algumas coisas pro ap novo, que agora já está iluminado. É esquisito ver espaços vazios no meu (ainda) quarto, mas foi legal ter meus pais me ajudando com as luzes lá no ambiente novo. Gosto do clima (bom) de família.
No mais, tô tentando absorver o que li no "Divas no Divã", da Chris Linnares. Acho sim que posso ser mais feliz se eu seguir as dicas que encontrei por lá. No final das contas, tudo é bem mais simples do que pintamos!
Escrito por Sheila às 20h35
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16/08/2004 - 16/08/2005
1 year measured in love!
Amei muito! Aprendi a me valorizar, a ser mais eu mesma, cresci, amadureci, vivi momentos incríveis. Mas não é mais o que eu quero. Não é suficiente. Quero mais, mereço mais. Quero ser amada e viver um grande amor sem questionar meu próprio caráter. "1 ano depois..." é um ótimo momento para encerrar um ciclo, não é? Não me arrependo de nada. Meu último ano foi sim medido em "amor". E você? Como você mede um ano na sua vida?
"Seasons of Love"
COMPANY Five Hundred Twenty-Five Thousand Six Hundred Minutes Five Hundred Twenty-Five Thousand Moments so Dear Five Hundred Twenty-Five Thousand Six Hundred Minutes How Do You Measure - Measure A Year? In Daylights - In Sunsets In Midnights - In Cups Of Coffee In Inches - In Miles In Laughter - In Strife
In - Five Hundred Twenty-Five Thousand Six Hundred Minutes How Do You Measure A Year In The Life
How About Love? How About Love? How About Love? Measure In Love
Seasons Of Love Seasons Of Love
SOLOIST #1 Five Hundred Twenty-Five Thousand Six Hundred Minutes Five Hundred Twenty-Five Thousand Journeys To Plan
Five Hundred Twenty-Five Thousand Six Hundred Minutes How Do You Measure The Life Of A Woman Or A Man?
SOLOIST #2 In Truths That She Learned Or In Times That He Cried In Bridges He Burned Or The Way That She Died
ALL It's Time Now - To Sing Out Tho' The Story Never Ends Let's Celebrate Remember A Year In The Life Of Friends
Remember The Love Remember The Love Remember The Love Measure In Love
SOLOIST #1 Measure, Measure Your Life In Love
Seasons Of Love Seasons Of Love
Escrito por Sheila às 18h22
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As aventuras do apê novo...
Primeira conta paga, eletrodomésticos chegando, armários prontos para serem montados por quem manja tudo de Lego, muitas visitas especiais e meu apartamento já está ficando com a minha energia. Já comecei a escrever a nova fase da minha história nele.
Um fato engraçado: ontem eu estava lá, vendo geladeira, fogão, etc... Como é no mesmo andar do apartamento dos meus pais (onde ainda estou morando), só levei meu celular. Nem agasalho eu tinha. Bom, minha mãe me ligou dizendo que iria sair e eu fiquei por lá. Depois de um tempinho, descobri que ela tinha trancado a porta da cozinha e eu fiquei pra fora, sem chave, sem lenço e sem documento, e ainda com frio!!! Mas tudo bem, a lua estava linda, sorridente, e me fez boa companhia até eu chegar onde meus pais estavam...  Vantagens e desvantagens de se morar tão perto dos pais!!!
Escrito por Sheila às 18h18
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20 anos de Criança Esperança!
"Ter um amigo, quem é que não tem um amigo?"
Pois é, uns anos atrás eu não tinha. E sentia muita falta desses "amigos do peito, amigos de fé, amigos irmãos". Passava um show, outro show, ano e mais ano, aquela música na minha cabeça e ninguém do meu lado.
Mas dessa vez foi diferente! Eu não assisti ao 20º Criança Esperança porque estava ocupada, passando por um momento difícil (que poucos a minha volta perceberam). E eu tive amigos lá, comigo! Pessoas tão especiais, que só com um abraço me deram apoio. Gente sensível, que conseguiu ver além das máscaras. Amigos que não convivem comigo no dia-a-dia, mas AMIGOS!
Escrito por Sheila às 11h44
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Cinderela às avessas
A princesa aqui tá saindo do castelo para esfregar chão de uma casinha, que nem a gata borralheira. Que horas que o príncipe aparece? Ou ele já era? Será que a fada vem, mesmo com a história ao contrário?
Aluguei um ap. Tô saindo de casa. A princípio vou morar sozinha, mas tem um quartinho vago. De repente dei o tal passo que ensaiei tanto. Será que eu aprendi o resto da coreografia? Vai de improviso, né?
Enfim, acho que dá pra imaginar a loucura que tá minha vida. Por isso a falta de tempo de escrever aqui. Vou tentar voltar mais vezes...
Escrito por Sheila às 16h30
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Mais uma metáfora
Fiquei pensando hoje que a vida é uma escola mesmo. A gente vai mal em umas matérias, tira outras de letra, passa de ano ou é reprovado. E viva a DP! Já peguei muita DP. E era nítido que eu tinha passado por várias provas de outras matérias, mas algumas é reprovação atrás de reprovação.
Hoje eu tive mais uma chance depois de anos bombando uma matéria. Estudei como eu podia. Analisei minhas outras provas e vi cada questão errada para não cometer os mesmos erros desta vez. Claro que rezar seeeeempre ajuda...
PASSEI!!!!!!!!!!! Acertei todas as questões!!!
Esse dia vai para a minha lista de "como superar desafios"!!!
Escrito por Sheila às 18h04
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Back to reality
Não Vale a Pena Composição: J. E P. Garfunkel
Ficou difícil Tudo aquilo, nada disso Sobrou meu velho vício de sonhar Pular de precipício em precipício Ossos do ofício Pagar pra ver o invisível E depois enxergar Que é uma pena Mas você não vale a pena Não vale uma fisgada dessa dor Não cabe como rima de um poema De tão pequeno Mas vai e vem e envenena E me condena ao rancor De repente, cai o nível E eu me sinto uma imbecil Repetindo, repetindo, repetindo Como num disco riscado O velho texto batido Dos amantes mal-amados Dos amores mal-vividos E o terror de ser deixada Cutucando, relembrando, reabrindo A mesma velha ferida E é pra não ter recaída Que não me deixo esquecer Que é uma pena Mas você não vale a pena
Escrito por Sheila às 18h27
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Perto do fim...
Quanto mais a minha vida no Brasil se aproxima, mais dificil fica curtir as coisas por aqui. Queria nao voltar para algumas historias por la. Queria prolongar outras historias por aqui...
Escrito por Sheila às 19h51
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E incrivel como coisas simples podem encher a gente de energia. Aqui estou aberta para cada detalhe e vou absorvendo as novidades como uma crianca, ou um clown, quando ve tudo pela primeira vez. Os predios, as arvores, o lago, os esquilos, coelhos, vaga-lumes, as pessoas. E tudo tao impressionante!!! Um conto de fadas. Da medo de voltar pro mundo real...
Escrito por Sheila às 14h08
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Ganhei um poema hoje...
THE BEECH TREE
Between The dark leaves brushing the night sky and the roots comforted by soil
Between The familiar boundaries of the North and the unknown passion of the South
Between What has been and will always be and the mystery of tomorrow
Between Feet, hands, and traffic in our minds and the swelling of hearts
we climb together.
Escrito por Sheila às 23h53
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Troquei 6 por meia dúzia. Droga!!!
Desse jeito é claro que eu nem lembro que viajo depois de depois de amanhã. As pessoas me perguntam se eu estou ansiosa. Mal sabem elas que o buraco é bem mais embaixo...
Cupido (Cláudio Lins)
Eu vi quando você me viu Seus olhos pousaram nos meus Num arrepio sutil Eu vi... pois é, eu reparei Você me tirou pra dançar Sem nunca sair do lugar Sem botar os pés no chão Sem música pra acompanhar
Foi só por um segundo Todo o tempo do mundo E o mundo todo se perdeu
Eu vi quando você me viu Seus olhos buscaram nos meus O mesmo pecado febril Eu vi... pois é, eu reparei Você me tirou todo o ar Pra que eu pudesse respirar Eu sei que ninguém percebeu Foi só você e eu
Foi só por um segundo Todo o tempo do mundo E o mundo todo se perdeu (2x) Ficou só você eu eu
Quando você me viu...
Escrito por Sheila às 13h15
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Tzzzz...
Várias filosofias ao mesmo tempo... Haja preparo físico, viu? São tantos questionamentos, tanta vontade de ter consciência sobre a vida, que às vezes dá curto.
O Tico e o Teco estão empenhadíssimos em responder "Vale a pena?" ou "É isso que eu quero?" ou ainda " Por que isso é assim?" Trabalho, amor, amizade, solidão... Temas que estão competindo pela minha atenção. Não tô dando conta. Aí eu me concentro em um e finjo que tá tudo bem com o resto. Quando não dá mais pra esconder que outro ponto também vai mal, me foco nele e, de novo, finjo que tá tudo bem com o resto. E assim vai indo. Eu """consegui""" ignorar até um "não vamos nos ver mais"! Acredita? Nem eu...
Tô me sentindo em cima de um tapete dançante (imagine aqueles touros mecânicos e substitua o touro por um tapete embaixo de você). Não consigo correr pra nenhum lado. Vou sacudindo com as insatisfações. Será que se eu grudar na asa de um avião e sair voando tudo fica mais calmo?
Bom, na dúvida, viajo na próxima 5ª feira para NY. Ah! Meu vôo mudou para às 9:45 da manhã. Vou cedão pro aeroporto!!!
Escrito por Sheila às 17h35
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